Grupo 1 - 26/6/07

A peregrinação espiritual de Hankel

Notas de viagem


Alimentando-se de gafanhotos e pequenas criaturas da floresta e bebendo água de rios, Hankel parte em sua peregrinação espiritual rumo a uma colina isolada, ou a uma montanha que se destaque em uma cadeia.

Enquanto caminha na sua solidão, Hankel escreve alguns pensamentos:

- O jade verde apresentou uma interessante propriedade: a de absorver Essência do meio e canalizá-la. Essa pode ser a resposta para que possamos fazer o Warstrider e outros equipamentos funcionarem autonomamente, sem a necessidade de hearthstones. Quando retornar, devo pesquisar a criação de um artefato capaz de gerar energia a partir da Essência ambiente.

- Quem deverá ser aquele Lunar que encontramos dentro da manse no outro dia? Ele pôde entrar livremente, sem que qualquer de nós o tivesse convidado. Isso só pode significar que ele seja um dos contrutores. Mas como ele teria vivido tanto tempo escondido? Por que ele só se revelaria a nós agora?

- Ao ver o que Devon fez com os criminosos em Svegin comecei a entender o que pode significar a disparidade de poder entre nós e os mortais, especialmente para nossos egos. Terá sido a perda de controle e toda essa hubris o que ultimamente levou à nossa destruição? Será que hoje nós podemos fazer algo a respeito, ou a história vai se repetir?

- Será que Devon está bem em Inoxis? Pergunto-me por que ela ainda não se correspondeu conosco. As nossas filhas estarão bem? Espero que ela não se meta em encrenca.

Todos os dias, ao pôr-do-sol, Hankel medita por várias horas, buscando clareza de pensamento e respostas às suas perguntas.

Começa a reza braba

Depois de se distanciar o suficiente da manse, Hankel resolve começar de fato o seu retiro espiritual e guarda as suas anotações como uma forma de colocar os problemas de lado para se concentrar exclusivamente em suas orações para o Sol Inconquistável.

Todas as suas ações a partir desse momento constituem a prece que ele fará para obter o olhar e o conselho do Sol. Hankel consagra todas as sua obras nesse retiro não para a glória ou para a honra, mas para a pessoa do Sol.

No caminho, ao passar por um rio, Hankel começa a modelar os espelhos que usará no templo. Ele seleciona pedras no leito do rio e rocha das encostas de morros para purificar, usando Impurity-Hammering Blow, separando delas os minérios tranparentes. Agilizando o processo com Craftsman Needs No Tools, ele junta todo o minério transparente e monta, usando Flawless Handiwork Method, três seções parabolóidicas com focos variados e precisões maximizadas pelo uso do charm.

Em seguida, ele fortalece as "tigelas" com Object-Strenghtening Touch para transportá-las, e usa o que sobrou da pedra para fazer uma carroça improvisada, assim transportando parte da rocha do templo junto com os espelhos.

Continuando no caminho, Hankel coleta da mesma maneira mais do minério tansparente e confecciona discos boçalissimamente planos e muito finos, com a mesma circunferência que as tigelas, de modo que se encaixem perfeitamente nelas.

Hankel escolhe a montanha que quer pela posição geomântica e pelo alinhamento com o sol durante o crepúsculo. Como ele só tem noções rudimentares e instintivas de fluxo de essência, a montanha é escolhida mais por intuição que por razão. Ele pede que o Sol ilumine a sua decisão.

Chegando à montanha escolhida para o templo, ele sobe e deixa ali as placas transparentes. Depois, desce até o rio ou nascente mais próxima e coleta água para subir com ela à montanha. Ao chegar lá, ele limpa a água de TODAS as suas impurezas com Impurity-Hammering Blow, até sobrar água destilada com a máxima precisão que seus conhecimentos permitam.

Hankel desce da montanha e, ao sopé de um morro vizinho, abre uma mina de onde vai retirar a pedra necessária para a construção do templo. Depois de extrair cada pedaço direto no tamanho certo, contando com rebarbas para remover, ele carrega as partes até a montanha escolhida usando a mesma carroça. Lá, ele monta um tablado de madeira sólida e esculpe e purifica cada pedra usando os seus charms até que ela se torne o mais puro espécime de seu tipo.

Hankel continua suas meditações todos os dias ao pôr do sol, sentado no topo da montanha no meio das pilhas de material que ele está levando lá para cima dia após dia.

Armações e vedações

Entre as peças de pedra, que Hankel extrai da mina com as próprias mãos, ele dá atenção especial a seis semi-círculos, que vai usar para fazer as armações dos espelhos.

Os semi-círculos possuem um sulco na parte interna cuja largura permite o encaixe da tigela e da placa transparentes. Em uma das pontas de cada peça há um pequeno sulco, que forma um orifício quando elas estiverem juntas formando um anel.

Hankel leva as seis peças para o alto da montanha, as limpa de impurezas e as deixa polidas e reforçadas, e as alinha com as placas de modo a testar o encaixe. Ele deixa uma pequena folga de cada lado do sulco interno.

Depois, ele desce da montanha e extrai seiva de algumas árvores. Com essa seiva ainda mole ele sobe de volta à montanha e a despeja nos sulcos, formando uma camada de vedação. Antes que a seiva resseque, ele encaixa as placas e as tigelas e fecha os três espelhos, deixando-os totalmente vedados, exceto pelo orifício em um dos lados dos encaixes dos anéis de pedra.

Para manter o sistema firme, Hankel solda as duas metades dos anéis usando Crack-Mending Technique. Esse é o charm que dói, portanto Hankel oferece esses tecos de sua própria vida também ao Sol.

Peças em madeira

Na floresta, Hankel seleciona árvores fortes e sólidas e extrai a madeira em toras de meio metro de diâmetro e dez metros de altura. Ele carrega para a montanha 16 dessas toras, mais uma mais espessa e mais alta. Nessa tora maior, ele escava um sulco central de 30 cm de diâmetro.

Hankel também confecciona tábuas de tamanhos variados, de 5 cm de espessura, que postas lado a lado preenchem uma área de 50 m². Ele faz também 16 tábuas adicionais em forma de triângulos retângulos, de meio metro de base e oito metros de altura, também de 5 cm de espessura.

Hankel também esculpe um hemisfério em madeira sólida. Do lado plano, ele escava encaixes oblíquos radiais e um pino de 30 cm de diâmetro.

Para as peças da armação, Hankel faz 12 caibros de 2,1 m de altura e os enverga para lado a lado cobrirem uma circunferência de 4 m de raio. Quatro desses caibros vão ter um sulco no centro, e os outros oito vão ter sulcos da metade do comprimento nas bordas. As tábuas têm formatos tais que cobrem toda a área contida dentro dos caibros.

Hankel purifica, fortalece e esculpe impecavelmente cada uma dessas peças.

A montagem desse esquema é a seguinte:

As 16 toras vão ficar todas apoiadas sobre a grande coluna central (a tora maior) e sobre as paredes da torre maior do templo. Sob a tora central vai se encaixar a figura abaixo.

No círculo de tábuas circundados pelos caibros é feito um furo no centro de 30 cm de diâmetro, e sobre ele as tábuas triangulares vão ficar dispostas radialmente duas a duas, formando uma estrela de oito pontas em alto relevo, encaixadas sobre os sulcos nos caibros. Fechando o esquema, o hemisfério de madeira vai cobrir as bases das tábuas em relevo e fazer o segundo ponto de encaixe, além de ser o ponto de conexão com a coluna central.

A figura formada é um afresco de teto no formato do símbolo do Sol Inconquistável.

Fundações, átrios e tochas

Para o alicerce do templo, Hankel escava a montanha até chegar à rocha nua, e prende a ela as colunas da fundação como se elas brotassem da própria terra. Ele usa para as fundações dez colunas de pedra com o comprimento necessário para chegar até o fundo. Hankel usa a terra removida para fixar as colunas no chão e fazer uma basesólida o suficiente para suportar toda a altura do templo.

Logo depois, Hankel delimita a área total do templo e faz demarcações no terreno usando caibros e toras. Ele fixa outras peças de pedra nas colunas soterradas, de maneira a estabelecer um baldrame, uma rede de vigas que vai sustentar toda a estrutura do templo. Essas vigas ficam um pouco elevadas em relação ao chão, e esse vão é preenchido com o restante da terra removida quando da colocação das colunas. A terra socada vai se tornar o contra-piso do templo durante as obras.

A primeira parede a ser erguida é o muro traseiro, que não vai conter a entrada, e que vai ficar voltado para o Norte. Imediatamente ao sul desse muro Hankel já ergue a primeira torre, a menor de todas e a que vai sustentar o primeiro espelho.

A torre tem sete andares, e o espelho fica preso no quarto por um sistema de vigas de sustentação que sobe desde as colunas enterradas. Hankel monta esse sistema de sustentação antes de todo o resto da torre. Ele monta um andaime para erguer o primeiro espelho, e o posiciona nessa armação ainda vazio. Ele alinha o espelho com as marcações que fez e com a posição do sol.

Uma vez que o espelho já está em posição, Hankel fixa toda a armação e remove a sustentação do espelho pelo andaime externo, sem desmontar o andaime. Em seguida, ele ergue as paredes da torre.

Para a iluminação de todo o templo, Hankel constrói tochas de parede no formato de cumbucas semi-esféricas de meio metro de diâmetro, sob as quais sai um espeto que fica na vertical. As tochas ficam presas na parede por um apoio direto na cumbuca, no formato de um garfo. Ele faz algumas dessas tochas para iluminar o interior da primeira torre: cinco por andar. Mas não acende todas, porque o seu próprio brilho de tanto usar charms já é suficiente para iluminar o seu caminho.

A torre é circular e tem algumas janelas, dispostas em pontos diferentes, de maneira que sejam capazes de iluminar o interior do templo com luz do sol durante qualquer hora do dia. O piso no átrio dessa torre é feito de puro mármore, que em cores diferentes faz no chão o mesmo desenho do Sol Inconquistável que o afresco de teto da torre principal vai fazer. A entrada dessa torre é uma porta de uma folha de madeira maciça.

Ao terminar essa torre, Hankel faz o acabamento entre ela e o muro do lado norte: um gramado. O lado interno do muro é decorado com caibros de madeira dispostos em posições verticais e oblíquas alternadas. O muro tem quatro metros de altura.

Entre a base do muro e o chão da montanha há um espaço por causa da elevação das fundações. Nesse espaço Hankel acumula terra e coloca a vegetação nativa, de maneira a fazer com que o templo pareça brotar da própria montanha.

A Torre Principal

Uma vez que a torre menor está completa, Hankel parte para a construção da torre central, a mais alta de todas. Ela terá o equivalente a 20 andares, e seu interior será um grande átrio, com uma grande escada subindo colada ao lado interno da parede até uma porta no lado sul do sétimo andar, continuando a subir até o penúltimo andar.

Para erguer a torre, Hankel constrói um andaime pelo lado externo. O acabamento do lado interno é feito antes do posicionamento das peças, com o uso dos charms já citados.

Ele coloca o afresco de teto montado no centro da torre e sobe as paredes em torno dele. Ao chegar ao oitavo andar, pega as toras que separou na construção do afresco. Essas toras ele dispõe radialmente, presas por uma única corda ao andaime e sustentadas na posição vertical. No vão que fica entre elas, Hankel passa uma corda conectada a um guindaste montado sobre o andaime, e iça o afresco até ele ficar imediatamente sobre o sétimo andar.

Hankel então passa a tora maior pelo vão entre as outras e o conecta ao afresco, colocando-o na altura correta. Depois solta a corda que prende as outras toras, de maneira que elas caiam para dentro e se apóiem sobre seus próprios pesos contra a parede interna da torre, e sustentem assim a tora central e o afresco. Uma vez verificada a estabilidade do sistema, Hankel solta o afresco da corda e desmonta o guindaste.

Prosseguindo com o restante da torre, Hankel ergue as paredes, deixando uma abertura no décimo-nono andar, até chegar à cúpula no último andar. Essa cúpula será feita por uma fina camada de orichalcum, que Hankel trouxe consigo. Ele molda o orichalcum em finas placas, e as dispõe a ponto de cobrir toda a casca da cúpula, sobre uma superestrutura de madeira curvada.

Com a cúpula pronta, Hankel desmonta o andaime até o décimo-nono andar, e posiciona uma de suas tochas pendurada por cordas no centro da torre. Essa tocha fica na posição do foco da cúpula, e será acesa no dia da oração, para iluminar o interior da torre principal. Para a iluminação durante os demais dias, Hankel combina as fontes das janelas com as tochas nas paredes.

Com a tocha posicionada, Hankel desmonta todo o andaime, e passa ao piso da torre. O piso conterá uma figura idêntica à formada pelo afresco. O desenho será de pedra amarela, e o fundo de mármore branco, para aproveitar ao máximo a iluminação vinda do teto. O desenho vai ficar na região da sombra, sendo ressaltado pelo fundo branco.

Do lado externo, Hankel ergue os muros no lado oeste e continua o acabamento da mesma forma que no lado norte, com grama do lado interno e plantas típicas do lado externo. Sobre esse lado do muro, Hankel puxa mais uma das colunas subterrâneas e continua a sua estrutura para sustentar o espelho oeste, que estará virado 45° em relação ao horizonte.

Do lado leste, Hankel constrói o portão de acesso ao templo, com uma escada na frente e um símbolo da casta Twilight sobre o portão, que será de madeira e terá ¾ da altura do muro. O símbolo será feito da mesma pedra amarela do piso da torre principal, e será em relevo. Um pouco à frente, do lado de fora do templo, Hankel ergue um pequeno totem com o mesmo símbolo da casta. Esse símbolo fica voltado para o oeste, com a face oeste espelhada. Todos os dias, ao pôr-do-sol, o reflexo desse símbolo se alinha com o símbolo esculpido sobre o portão, e ele acende.

A partir desse dia, as meditações de Hankel serão feitas de dentro da torre principal.

A torre de acesso

A terceira e última torre terá 14 andares, e é um pouco diferente das demais. Construída ao sul da torre principal, ela é idêntica a ela até o sétimo andar. No lado norte ela terá uma porta que se conecta com a porta sul da torre principal, através de uma ponte. Saindo dessa porta, o restante das escadas será externo até a chegada ao topo, em que haverá uma pequena plataforma. É ali que Hankel vai ficar para chamar a atenção do Sol Inconquistável no último dia.

No interior, essa torre também será um pouco diferente. Em vez de um único grande salão, ela terá uma sala por andar até o sétimo. Nessas salas, Hankel armazena água destilada o suficiente para encher todos os espelhos, enquanto a traz dos rios até o topo do morro. O sétimo andar, que tem a saída, esse sim será um grande salão cujo piso é a mesma figura do Sol Inconquistável. O teto será uma cúpula igual à da torre norte.

Como antes, a iluminação interna é feita combinando-se janelas e tochas. A partir do sétimo andar, pela saída conectada à torre principal, se estenderá uma escada externa que subirá até o topo da torre. Tochas iluminarão esse caminho até o topo.

Embora esse seja o local ideal para meditar, por causa do alinhamento com o pôr-do-sol, Hankel continua meditando no salão da torre principal, preferindo guardar esse lugar apenas para o último dia.

O lado sul dos muros

Com as três torres construídas, Hankel passa à última parte do templo: o muro sul e o terceiro espelho d'água.

Puxando a coluna de sustentação de um dos baldrames que ele deixou para essa função, Hankel monta através do muro a estrutura do espelho. Esse espelho fica um pouco inclinado para o oeste, e aponta para o espelho norte. O espelho oeste fica no meio do caminho, mas fora da linha de visada entre os outros dois espelhos.

Hankel posiciona esse espelho em um ângulo tal que, quando ele estiver alinhado ao espelho norte, ele reflita um feixe concentrado sobre o foco que ficará localizado na posição do domo da torre principal.

Quando os três espelhos se alinharem, o sistema norte-sul refletirá um feixe colimado de raios solares do crepúsculo sobre o domo da torre principal, cujo formato propício a transformará em um farol que brilhará insanamente para todas as direções, apenas por alguns instantes. O espelho oeste refletirá um feixe colimado na direção no instante em que os outros dois estiverem alinhados.

O templo está pronto.

No último dia, antes de clarear, Hankel enche os espelhos com a água que colheu e purificou, completando os espelhos, que passam a funcionar por reflexão total na interface dos materiais. Durante todo o dia, ele permanece sentado no alto da torre sul, meditando até chegar o pôr-do-sol e os espelhos se alinharem.

Os cursos da universidade

Lifschitz pega alguns livros da biblioteca e faz versões simplificadas para os estudantes de Old Realm. Ele faz traduções legaizinhas, mas em um dos livros a simplificação não ficou muito boa. Ele traduz novamente esse texto, e o resultado é um livro que até um débil mental consegue ler.

Ludicris estuda o livrão que achou na biblioteca, procurando as partes sobre esssências de objetos e seres vivos e sua relação com a aparência. Ele busca fazer experimentos com isso mais tarde.

Depois, Ludicris vai falar com Lifschitz para que eles divulguem a universidade. Lifschitz diz também que é necessário organizar os cursos para que eles tenham um programa detalhado e informativo aos estudantes. Ele também se dispõe a preparar panfletos que divulguem a universidade.

Os cursos que eles planejam, além os do MIT, são uma extensão do curso de Old Realm, cursos de performance e didática e um curso de medicina.

Eles vão falar com Liads para saber sobre o cronograma da construção, para ver quanto tempo eles têm para elaborar esses cursos. Eles planejam os cartazes e os cursos durante a Calibração.

Ludicris também cria um curso de artes marciais e um de carpintaria. Mais tarde, ele pensa em um curso de história. Lifschitz cria também um curso de lore.

Lifschitz usa Speed The Wheels para elaborar todas as ementas durante a Calibração.

Depois disso, eles vão até Ardell para conversar com Liads e obter o cronograma. Ele vai levar entre quatro e cinco meses para construir o prédio básico. Uma vez que o terreno esteja preparado, eles pedem que a construção seja direcionada para os cursos que já estiverem montados, e o resto vá sendo construído aos poucos. Em dois meses, essas obras ficam prontas, e eles começam a dar as suas aulas.

Lifschitz e Ludicris criam o horário das disciplinas que já foram criadas.

E a Devon?

No ano novo, Ludicris e Lifschitz vão para Inoxis para ver o estado de Devon, que já está sete meses grávida.

No caminho, Ludicris percebe um resto de acampamento. Eles param para dar uma olhada. É um acampamento de viagem, que parece ter sido abandonado há mais de dois meses. Parece que as pessoas saíram dali para comprar cigarro e nunca mais voltaram. A viagem parece ter sido na direção de Ardell. Lifschitz acha um envelope, com uma mensagem de Devon para Hankel com pedidos de construção de equipamentos.

Eles estão sendo observados. Lifschitz sugere que eles saiam do chão, mas não consegue subir de cara em uma árvore. Ao tentar de novo, ele consegue, embora meio torto. Ele fica paradão no tronco feito um imbecil, sem fazer nada. Ludicris fica olhando em volta procurando, mas não vê nada. Eles não estão mais sendo observados.

Lifschitz vê Devon lá embaixo. Ele grita, mas ela não ouve. Ludicris vê que ele está apontando para uma pedra muito bonita. Lifschitz considera estar ficando senil. Eles embarcam no furacão de Ludicris e vão para Inoxis falar com Devon.

Resplendent Fire 19

O papo com O Cara


Depois de passar 5 meses construindo o lugar, Hankel se prepara para fazer sua oração para o Sol Inconquistável. Ele não dorme na noite anterior. Na hora do crepúsculo, ele sobe até a torre principal, e, quando os espelhos se alinham, acende a sua aura totêmica. O topo da torre principal começa a brilhar, e dá para ver o brilho da manse.

Ao contrário do que Hankel esperava, o evento não dura alguns segundos, mas o sol pára no horizonte naquela hora. Rachaduras começam a aparecer no chão, e o prédio vem abaixo. Hankel cai no chão e desmaia.

Hankel tem uma visão, de uma pequena multidão de 300 pessoas, todas elas armadas até os dentes, com armaduras, itens e armas de orichalcum. Ele é uma delas. Estão todos em frente a um sujeito lá na frente. Ele fala algumas coisas. A última coisa que ele fala é "today we fight!". Logo depois disso, os 300 Solares berram num clamor tão
intenso que a Criação inteira treme.

Hankel acorda no meio das ruínas do templo, e sente um calorzinho. Ele olha para o lado e vê um vulto meio alto, com uma aura muito foda. A aura dele é tão intensa que ela pinga gotas de Essência líquida no chão. Ele está de costas.

Hankel se levanta e chama "meu senhor?". Ele se vira e olha para Hankel. Se algum dia ele sonhou em ver alguma coisa perfeita, a hora é agora. Hankel fica mijantemente overwhelmed, e se prostra. O Sol olha em volta e diz "faz muito tempo que eu não venho aqui". Hankel conta tudo o que eles fizeram até ali, pergunta por que as coisas chegaram a esse ponto, e pede o conselho do Sol. Ele responde que eles trouxeram isso sobre si próprios. Hankel pergunta se há alguma maneira de eles recuperarem o que foi perdido, e o Sol responde que a glória de tempos passados deve ser restaurada. Hankel pergunta como isso deve ser feito, e o Sol responde que só vai dar seu conselho quando eles se mostrarem novamente merecedores dele. Hankel pergunta se eles estão no caminho certo. O Sol olha para ele nos olhos, e diz "É um bom começo, Hankel do Twilight. É um bom começo. Restaure a glória do reino Solar, e vocês terão o meu conselho."

Ele se aproxima de Hankel, pede que ele se levante e toca nele. Hankel se levanta. O Sol diz "go kick ass in my name", e depois começa a brilhar, ofuscando Hankel. Depois, ele some, e o sol que ainda estava parado no horizonte termina de se pôr. Hankel desmaia logo em seguida, no meio das ruínas.

Três horas depois, Hankel abre os olhos e vê o templo de pé. Ele se levanta e vai para fora. Quando ele sai para o ar livre, toma um puta de um susto, porque não está mais onde estava antes. Ele não enxerga mais a montanha de onde tirou a matéria prima que usou. Todo o que ele vê é uma pradaria imensa. No horizonte há umas sombras de prédios. Quando ele dá a volta, ele vê uma construção enormissimamente grande.

Hankel saca logo de cara que está olhando para A Uma Manse.

Enquanto isso, na Criação...

O aparecimento do Sol Inconquistável na Criação depois de tanto tanto tanto tanto tanto tempo tem conseqüências dramáticas. Todo o leste da Criação fica mais bem definido na fronteira da Wyld devido à estabilidade trazida pela Sua presença. A ocorrência de veios de orichalcum aumenta sensivelmente na região. Os efeitos de Sua presença na região causam confusão no Bureau das Estações, jogando uma burocracia que já estava à beira do caos em pleno tumulto. As estações do ano tornam-se totalmente caóticas. Tempestades, secas, inundações, tornados e outras catástrofes climáticas ocorrem na Criação com maior freqüência conforme o escritório se ajusta às novas conformações de Essência da região leste. O Bureau do Destino entra em alvoroço devido à influência que a trama do Sol tem sobre todas as tramas da Criação, em especial as do leste. As repercussões desse acontecimento ressoam através da Burocracia Celestial por muito tempo antes de serem totalmente absorvidas.